Aprovado reajuste tarifário da CEEE-D (RS)

Reajuste tarifário da CEEE-D (RS) é aprovado
20/10/2015
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou hoje (20/10), durante Reunião Pública da Diretoria, o reajuste tarifário da concessionária Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D). Para os consumidores residenciais (Classe B1), o reajuste será de 5,82%. Os novos valores serão aplicados a partir de 25/10 para 1,6 milhão de unidades consumidoras localizadas em 72 municípios do Rio Grande do Sul.

Confira abaixo os percentuais por classe de tensão:

Efeito médio por classes de tensão

Variação (%)

Alta Tensão em média (indústrias)

7,78%

Baixa Tensão em média

5,82%

Média (Baixa Tensão e Alta Tensão)

6,52%

 

 O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

Ao calcular o reajuste, a Agência considera a variação de custos que a empresa teve no ano. O cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição, sobre os quais incide o IGP-M, e outros custos que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, como energia comprada, encargos de transmissão e encargos setoriais.

Migração para o Mercado Livre de Energia ficará cada vez mais fácil

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Os consumidores terão menos barreiras para comprar eletricidade no Mercado Livre de Energia. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) está diminuindo o número de exigências para que os consumidores possam contratar o fornecimento direto com as geradoras e comercializadoras.

O Mercado Livre de Energia representa hoje 24,6% da energia elétrica comercializada no Brasil, e, graças aos elevados reajustes tarifários praticados pelas distribuidoras nos últimos meses, o ambiente livre está cada vez mais atraente.

Uma das mudanças que ganham destaque é que não será mais necessário investir em novos equipamentos de medição de consumo ao migrar para o mercado livre. Segundo Rui Altieri, presidente do conselho da CCEE, espera-se que ainda este ano já não seja necessária a presença de um medidor extra e que, em 2016, os consumidores já possam atuar nesse mercado com os mesmos equipamentos utilizados para faturamento das distribuidoras.

“Com isso, o consumidor poderá migrar imediatamente. O sistema da Eletropaulo, por exemplo, já é compatível com o nosso (para envio dos dados). Para 2016, o trabalho é tornar o sistema de todas as distribuidoras compatível”, disse Altieri.

Foi destacada também a figura regulatória do comercializador varejista. Ela facilitou o desenvolvimento do mercado livre, pois os clientes desses comercializadores não precisarão se cadastrar na CCEE para operar no mercado, evitando um processo complexo e cheio de detalhes técnicos.

“Acho que não existe mais nenhuma barreira para a migração, não por preço. Com essas facilidades, de sistemática de medição, comercializador varejista, supera-se qualquer dificuldade”, disse Altieri.

Por fim, outro ponto de destaque é que a expansão do Mercado Livre de Energia faz com que investimentos em parques eólicos, usinas de biomassa e pequenas hidrelétricas (PCHs) fiquem cada vez mais atraentes, já que empresas com menor carga só podem acessar o ambiente livre se adquirirem energia renovável.