Comercializadores sugerem mudanças para facilitar acesso de indústrias ao mercado livre

Elas permitiriam a livre negociação de sobras de energia resultantes da migração de consumidores cativos
Uma proposta apresentada ao governo pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia sugere o fim das restrições de acesso do segmento industrial ao mercado livre, para que as sobras de energia resultantes da migração de consumidores que estavam no ambiente regulado possam ser vendidas livremente à indústria. Eventualmente, segundo a Abraceel, as próprias distribuidoras de energia poderiam negociar os excedentes em leilões direcionados ao ambiente de livre comercialização, em vez de liquidar essa energia ao Preço de Liquidação das Diferenças.

Para que qualquer alteração ocorra, no entanto, serão necessárias mudanças legais. A ideia apresentada ao ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, é de que sejam reduzidos os limites mínimos de carga para a indústria possa escolher seu fornecedor. Pela legislação atual, a carga mínima para que o consumidor possa se enquadrar como livre é de 3 MW, enquanto o consumidor especial deve ter pelo menos 500 kW de carga.

O maior potencial está neste último segmento, onde um número significativo de pequenas indústrias que são clientes cativos das distribuidoras poderia ser enquadrado. A Abraceel estima que dos cerca de 550 mil consumidores industriais existentes no país, em torno de 15 mil são elegíveis para o mercado livre ou já compram energia nesse ambiente.

O presidente executivo da associação, Reginaldo Medeiros, lembra que existe atualmente uma sobra relevante de energia resultante da redução da atividade econômica, e um efeito marginal provocado pela migração de consumidores do mercado regulado. “O que a gente está falando é que se houver um movimento forte de migração, que essa energia também migre para o mercado livre por meio de leilão”, disse Medeiros.

O assunto também foi discutido com a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. Em tese, as distribuidoras podem ter interesse em vender livremente seus excedentes, já que a liquidação no mercado de curto prazo pode significar prejuízo quando o PLD for menor que custo da energia comprada.

Fonte: Canal Energia

Preço de liquidação das diferenças – PLD

Semanas de Fevereiro de 2016

Semana 1 – Período: 30/01/2016 a 05/02/2016
Sudeste/Centro-Oeste Sul Nordeste Norte
Pesada Media Leve Pesada Media Leve Pesada Media Leve Pesada Media Leve
30,25 30,25 30,25 30,25 30,25 30,25 139,88 139,88 139,88 30,25 30,25 30,25
Semana 2 – Período: 06/02/2016 a 12/02/2016
Sudeste/Centro-Oeste Sul Nordeste Norte
Pesada Media Leve Pesada Media Leve Pesada Media Leve Pesada Media Leve
30,25 30,25 30,25 30,25 30,25 30,25 115,96 111,23 111,23 30,25 30,25 30,25
Semana 3 – Período: 13/02/2016 a 19/02/2016
Sudeste/Centro-Oeste Sul Nordeste Norte
Pesada Media Leve Pesada Media Leve Pesada Media Leve Pesada Media Leve
30,25 30,25 30,25 30,25 30,25 30,25 139,88 139,88 134,18 30,25 30,25 30,25
Semana 4 – Período: 20/02/2016 a 26/02/2016
Sudeste/Centro-Oeste Sul Nordeste Norte
Pesada Media Leve Pesada Media Leve Pesada Media Leve Pesada Media Leve
30,25 30,25 30,25 30,25 30,25 30,25 243,95 243,95 242,45 30,25 30,25 30,25

Bandeira vermelha fixada em seu menor patamar para fevereiro

A bandeira para o mês de fevereiro será vermelha com custo de 3,00 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos – ou seja, o menor patamar da bandeira vermelha. De acordo com a atualização das regras do sistema de bandeiras aprovada na última reunião da diretoria da ANEEL (26), a bandeira vermelha assume dois patamares: R$ 3,00 e R$ 4,50, aplicados a cada 100 kWh.

O valor da bandeira amarela também foi atualizado passando de R$2,50 para R$1,50.

O incremento de mais 6.428 MW ao parque gerador com o início da operação de novas usinas, e o aumento do nível dos reservatórios das hidrelétricas do Sul e Sudeste possibilitaram o desligamento das térmicas de maior custo e a reavaliação da Agência sobre os valores de aplicação da bandeira.

Mesmo com a melhoria no cenário de geração de energia elétrica, o sinal para o consumo ainda é vermelho, e os consumidores devem fazer uso eficiente de energia elétrica e combater os desperdícios.

   Ouça aqui o áudio com explicações sobre as mudanças nas bandeiras tarifárias.

A cada mês, as condições de operação do sistema são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda. A partir dessa avaliação, define-se as térmicas que deverão ser acionadas.

Se o custo variável da térmica mais cara for menor que R$ 211,28/MWh (reais por megawatt-hora), então a bandeira é verde sem custo extra para o consumidor. Se estiver entre R$ 211,28/MWh e R$ 422,56/MWh, a bandeira é amarela com acréscimo de R$1,50 a cada 100 quilowatt-hora (KWh) consumidos.

Na bandeira vermelha existem dois patamares:

▪      Patamar 1: custo de R$ 3,00 a cada 100 KWh consumidos para geração térmica de R$ 422,56 até R$ 610/MWh
▪      Patamar 2: custo de R$ 4,50 a cada 100 KWh consumidos para geração térmica maior ou igual a R$ 610/MWh

Segue calendário de divulgação das bandeiras para cada mês em 2016:

Calendário

 

Fonte: ANEEL